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NHRCK em comemoração pela inclusão de gênero não binário | Fonte: Koreatimes

A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Coreia (NHRCK) será a primeira organização governamental a oferecer uma opção neutra em termos de gênero nos documentos oficiais.

A agência estatal de direitos humanos vai adicionar uma opção de gênero não-binário nos documentos oficiais na Coreia do Sul. Em uma iniciativa para abraçar pessoas da comunidade LGBT+.

“Estamos agora trabalhando para mudar nossos formulários de petição para refletir a decisão, e novos documentos estarão disponíveis dentro de um mês.”, disse um funcionário da NHRCK.

Atualmente, aqueles que fazem petições possuem opções limitadas. Tendo que se identificar como homens, mulheres, transgêneros masculinos ou transgêneros femininos.

No entanto, a comissão de direitos humanos provavelmente será o único órgão do governo a ter a opção não-binária. Já que outras organizações estatais do país ainda não tem plano de implementação. Além disso, a NHRCK está considerando expandir suas opções para além de formulários de petição. Alcançando assim, outros documentos que exigem identificação de gênero.

A mudança ganhou força depois que uma comunidade LGBT+ local, a Trans Liberation Front, se manifestou. “Embora o NHRCK tenha opções divididas em dois gêneros (masculino e feminino), ele não corresponde ao seu principal dever de proteger os direitos humanos e lidar com o abuso”, disse o grupo.

Comunidade LGBT em outros países

Em muitos países, uma opção de gênero não-binária já aparece em documentos e formulários, no que se refere ao gênero. Alemanha, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Índia, Paquistão e alguns estados dos Estados Unidos são alguns deles e permitem a população se identificar como não binária em seus documentos. A Holanda e a Áustria também estão considerando fazer o mesmo.

Apesar da decisão histórica da comissão, a Coreia ainda tem um longo caminho a percorrer. De acordo com o último relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país foi reconhecido como o quarto menos inclusivo em questões LGBT+, entre os países membros pesquisados.

No relatório, de 2001 a 2014, a Coreia marcou 2,8 pontos. Se colocando à frente apenas da Turquia com 1,6; da Lituânia com 2 e da Letônia com 2,4. A média da OCDE foi de 5,1 pontos. À época, o Japão registrou 4,8 e os EUA e Canadá registraram 5 e 5,7, respectivamente.

“A Coréia está atrasada em comparação com a média da OCDE em relação à aceitação da homossexualidade”, disse a OCDE. “A baixa aceitação às pessoas LGBT+ coloca em risco a população”, conclui.

Fonte: KoreaTimes

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About Lia Carvalho Kesselring

Editora de conteúdo (Brasília) – Futura Internacionalista, mineira germânica candanga. Gosta de 4Minute (K-pop) à Mozart, de Personnal Taste (k-drama) à Game of Thrones, e de Bulogi (churrasco coreano) à Queijo com Doce de Leite.

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