figurinos de girlgroup de kpop

A análise de figurinos de girlgroup de Kpop, com foco na expressão do feminismo, é o tema da dissertação de Thais Lima. Titulada mestre em Design de Moda pela Ehwa Womans University em 2017.

Thais Lima faz um exercício analítico sobre os figurinos de girlgroups de kpop em músicas com narrativa feminista, a fim de compreender como o entretenimento sul-coreano expressa os ideais de empoderamento feminino por meio da roupa. Dado o contraponto da popularidade da indústria no que se refere a sexualização de suas artistas.

A dissertação se estrutura em  dois eixos centrais de discussão, onde primeiro as temáticas “girlgroup” e “movimento feminista” são contextualizadas. Sendo, posteriormente, analisadas a partir dos figurinos e conceitos utilizados pelos grupos. Para tanto, foram selecionadas para nortear a análise dez músicas de girlgroups e seus clipes clipe, que abordam temas como sororidade, independência, quebra de padrões e girl power. Que ampliou as discussões a respeito do estilo visual dos girlgroups do Séc. XXI e suas representações sociais. Bem como dos conflitos entre o neo-confucionismo e as pautas feministas na Coreia.

ANÁLISE

Cerca de 160 girlgroups idols, que cantam/dançam e possuem entre três ou mais integrantes, foram compreendidos na pesquisa. Em questão, os figurinos se colocaram como uma variável preponderante de análise. Somado as canções com temática feminista. Doze categorias de estilos foram trabalhadas e uma a uma estruturada a partir de: Conceito, Característica e Exemplo.

Um dos desdobramentos reflexivos de Thais aponta para uma estratégia acionada pela indústria. Que se utiliza de uma abordagem maquiada das pautas feministas no kpop, através da temática “girl power”:

A abordagem das mensagens contidas no feminismo é maquiada com o título de “girl power” (poder feminino). Que, apesar de não contradizer completamente as pautas do feminismo, destoa a identificação das pessoas com o movimento em um cenário geral. Onde o feminismo passa então a ser relacionado com uma imagem radical, e o “girl power” toma frente como um debate suave, mais aceito socialmente.

Para ler na íntegra a dissertação, acesse a versão em português aqui, ou ainda a original em coreano aqui.

Bons estudos!

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About Barbara Brisa

Editora de conteúdo (Brasília) - Cientista Social pela Universidade de Brasília, Repórter Honorária pelo Centro Cultural Coreano do Brasil e Co-Fundadora do Maūm Ūmsik. Em constante estudo pela compreensão das coreanidades.

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