cores

“O céu, a terra, os seres humanos, todas as criaturas e a natureza têm suas próprias cores. Assim como as roupas, pinturas e os objetos. Mas por que as pessoas gostam de cores diferentes em momentos diferentes? “ – Yun Gi (尹 祁, 1535 ~ 1606)

Em seu livro, intitulado “Mumyeongjajip Mungo” (무명자 집 문고, 無名 子 集 文稿), Yun questiona a razão para as mudanças na preferência de cor ao longo dos anos.

A resposta está na exposição “The Colors in Korean Life and Culture” (As cores na vida e cultura coreana, em tradução livre) do Museu Folclórico Nacional da Coreia.

Em exibição de 14 de dezembro de 2016 a 26 de fevereiro de 2017, esta exposição explora os valores e as associações de cores da vida contemporânea dos coreanos. Trata-se também do contexto histórico e significados por trás das cores em termos de folclore.

Esta exposição está dividida em três partes – Monocromático, Esquema de cores e Policromo.

A seção branca representa uma famosa expressão que diz que o povo coreano eram “pessoas vestidas de branco (백의 민족, 白衣 民族)”. Essa seção apresenta registros históricos, mostra alguns durumagi (tradicional sobretudo, utilizado durante o período Goryeo e Joseon) outras variedades de hanbok e porcelana branca, que transmite a vida humilde e moderada de estudiosos da dinastia Joseon.

O curador Hwang Kyungseon disse: “Durante a era de Joseon, o branco era amado por todos as camadas sociais, variando de estudiosos a plebeus”. No entanto, o branco não era a única cor preferido pelos coreanos. Isso é demonstrado na parte azul da exposição.

Hwang diz: “O azul é uma cor muito apreciada entre os coreanos, juntamente com o branco, como evidenciado em provérbios e expressões linguísticas no qual o azul é mais citado do que outra cor”.

colors_blue_room_l2Na seção azul, é possível encontrar algumas relíquias da cultura coreana, como o cheongja (cerâmica azul-verde) e o baekja cheonghwa (porcelana azul e branca), ambas transmitindo a ideia de que a natureza é considerada utopia. Na seção azul, também encontramos o jeans azul que simbolizam a juventude e são amados por todas as pessoas, independentemente da idade e sexo. Esta seção também apresenta roupas tradicionais tingidas de azul.

O vermelho simbolizava a autoridade, buscando boa fortuna e expulsando espíritos malignos. Os itens em exibição nesta seção incluem mingau de feijão vermelho ou patjuk (팥죽),  o solstício de inverno, bolsas vermelhas em várias formas e um retrato de Heungseon Daewongun Yi Ha-eung (興 宣 大院君 1820-1898) vestindo um vermelho vestido da corte.

colors_red_reddevils_l1A seção vermelha também explora a mudança no significado da cor vermelha na Coreia moderna, como sendo uma cor usada para representar o comunismo pós a Guerra da Coréia. No entanto, mais tarde, tornou-se a cor que uniu os coreanos como os “Diabos Vermelhos”, torcida que apoiava a equipe nacional de futebol durante a Copa do Mundo 2002 da FIFA realizada na Coreia e Japão.

coresA exposição explica o amarelo como o símbolo da nobreza, dignidade e santidade. O uso da cor amarela foi restringido a certas classes da sociedade e, portanto, não pode ser encontrado na vida das pessoas comuns.

Por esta razão, a seção amarela exibe artefatos da corte real de Joseon. Estas relíquias incluem um retrato do Imperador Gojong e o livro de ouro de investidura da Imperatriz Myeongseong.

No passado, os coreanos pensavam que poderiam trazer boa fortuna se perseguissem um equilíbrio entre yin e yang.

Tais crenças são demonstradas na seção Esquema de cores onde os artefatos exibidos mostram um colorido equilíbrio entre yin e yang com base na crença de cinco elementos e uma harmonia entre coexistência e compatibilidade.

Essas relíquias incluem vestidos de noiva tradicionais que mostram uma combinação de vermelho e azul, um armário de duas camadas que exibe um contraste vívido entre vermelho e preto, e Hakchangui (학창 의), um sobretudo branco para estudiosos com um colarinho preto.

Na seção Policromo, a exposição exibe cores usadas pelos coreanos, que vão desde os membros da corte para as pessoas comuns, em sua rotina diária, bem como em ocasiões cerimoniais importantes.

Os visitantes também podem criar um Hanbok de sua escolha, selecionando as cores de interesse e combiná-los usando o equipamento visual, uma “Tabela de cores personalizadas”.

The Colors in Korean Life and Culture
Dia:
14 de dezembro a 26 de fevereiro de 2017
Horário: 09h às 17h
Endereço: 37, Samcheong-ro, Jongno-gu, Seoul (o National Folk Museum of Korea está localizado dentro do palácio de Gyeongbok)

Fonte e imagens: korea.net

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About Taisa Aguilar

Editora Colaboradora (Rio de Janeiro - RJ) Estudante de Ciências Contábeis. Apaixonada desde muito tempo pela cultura asiática (principalmente japonesa e coreana). Cosplayer nos tempos vagos, adora assistir animes, ler mangá e ouvir música. Sonha um dia visitar a Coreia e o Japão

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